terça-feira, novembro 07, 2006

Aniversário...desta vez em casa :).

Este blog foi criado com um único propósito: o de poder ser usado para "comemorar" todos os pequenos acontecimentos que dão aquele sabor especial às nossas vidas. Quis que fosse um lugar onde pudesse partilhar esses pequenos momentos, da minha vida, da vida das pessoas de que gosto, com todos os que vão visitando os meus blogs. Cada post é um momento de partilha e homenagem, a tanta gente que, perto ou longe, partilha a minha vida, fisicamente próximo, ou fazendo parte dessa etérea realidade virtual da Internet, e me dedica o seu carinho.

Hoje o Auxiliar de Memória tem como propósito agradecer as várias mensagens que, com o carinho que aprendi a receber de tanta gente na Net, me têm dirigido, hoje, que é dia de Aniversário, desta Vossa amiga e "dona" do Auxiliar de Memória.



Sabendo que vocês, generosamente, desculparão um pouquinho de egocentrismo que aqui possa existir, partilho convosco este meu dia. Quero agradecer as mensagens que me dirigiram, de todo o coração. Faço-o através deste post, e também da música do blog, especialmente "composta" para este dia e que tem duas partes, bem diferentes (aguardem os dois primeiros minutos e logo verão). A primeira parte, num tom bem animado e celebratório, comemora o dia de hoje e, se me permitem, dedico-a a mim própria. A segunda é uma homenagem aos muitos amigos que, mesmo não estando aqui presentes, sei que é como se estivessem a erguer a sua taça e bebessem comigo, neste dia um pouquinho diferente.


Um brinde, convosco

Para o final, guarda as palavras que mais gosto na música que vos dedico: é bom saber que temos amigos! Inverno, Primavera, Verão ou Outuno, basta que chames e sabes que virei a correr para te ver...

Beijinhos para todos

sexta-feira, novembro 03, 2006

Meu ser evaporei na lida insana



Meu ser evaporei na lida insana
Do tropel de paixões, que me arrastava;
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quase imortal a essência humana.

De que inúmeros sóis a mente ufana
Existência falaz me não dourava!
Mas eis sucumbe a Natureza escrava
Ao mal, que a vida em sua orgia dana.

Prazeres, sócios meus, e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos.

Deus, oh Deus!... Quando a morte à luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Silêncio!... de Florbela Espanca.





No fadário que é meu, neste penar,
Noite alta, noite escura, noite morta,
Sou o vento que geme e quer entrar,
Sou o vento que vai bater-te à porta...


Vivo longe de ti, mas que me importa?
Se eu já não vivo em mim! Ando a vaguear
Em roda à tua casa, a procurar
Beber-te a voz, apaixonada, absorta!


Estou junto de ti, e não me vês...
Quantas vezes no livro que tu lês
Meu olhar se pousou e se perdeu!


Trago-te como um filho nos meus braços!
E na tua casa... Escuta!... Uns leves passos...
Silêncio, meu Amor!... Abre! Sou eu!...

sábado, outubro 07, 2006

Parabéns à nossa Maresia!



Soneto de aniversário

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

Vinicius de Moraes

(Rio, 1942)

Querida Maresia, no dia em que comemoras mais uma etapa na tua Vida, desejamos que o teu caminho continue sempre iluminado, com muita paz, saúde, alegria e amor .

Obrigada por partilhares com os teus amigos virtuais a tua força de viver, o teu sorriso e o teu carinho. Hoje, com muita honra, celebramos contigo o teu aniversário!

Parabéns!

Votos de muito carinho e de muitas felicidades, não só por hoje mas por todos os 365 dias que faltam para festejar-mos de novo.

Um grande abraço e muitos beijinhos...
Das tuas amigas!

Adryka e Elise

sábado, setembro 23, 2006

Saudades




Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!

Florbela Espanca

segunda-feira, setembro 11, 2006

Começar a semana! Com amor...

Em teu macio olhar repousa o meu
E na face polida assim formada,
Se reflete e recria o próprio céu

O resto é o futuro
Além, à nossa espreita
Qual fruto maduro
Na hora da colheita...



Pela dádiva mútua da nossa carne mártir
Pela alegria em teu sorriso claro p'lo teu sonho imaterial
Pela vida escravizada p'ela doçura de um beijo à despedida
Na aparência sózinhos, multidão de verdade!...
Lutaremos meu amor lutaremos!!!