sexta-feira, agosto 11, 2006

Se eu tivesse...




Se eu tivesse olhar profundo,
Para ver os corações,
Veria tantos vilões
Como de seres tem o mundo!
Veria o cinismo fundo
Nas consciências que abrisse
Quanta lama, impostorice
Encontrava a borbulhar !
Á chama d'um tal olhar
Talvez até resistisse...

quarta-feira, agosto 09, 2006

Mais um desafio

Lançado pela minha querida princesa :Elise

Empregos que já tive:

Ora cá vai: Primeiro emprego copista (despachante oficial em Luanda). Segundo : Escritório dos meus tios. Terceiro decoradora (Adorei). Quarto : Na Agência com o marido, (polivalente).

Filmes que não me canso de assistir:

Jesus de Nazaré: Emociona-me
A Lista de Schindler:Fico aterrada com tanta creldade
Um violino no Telhado: Achei encantador


Programas de TV que não perco:


Não sou fã de televisão
Mas gosto de ver os documentários do canal de História
Adorei ver o Dallas
E o Gerações



Livros que recomendo:


Para férias? As Palavras Que Nunca Te Direi (foi me oferecido por um amigo)

Lugares onde vivi:

Braga e Luanda (adorei).

Alguns lugares onde já estive:

Madeira, Cabo verde, Angola.

Comidas favoritas:

Chinesa

Músicas favoritas:

Depende do meu estado de espírito


Lugares onde gostaria de estar neste momento:


No deserto do Saara: Onde ninguém me desse cabo da cabeça, e me deixassem viver em paz e ser "Eu" não a personagem que me obriagam a ser.

Passo aos meus amigos que gostem de desafios

domingo, agosto 06, 2006

Meu ser Evaporei na Luta Insana!


Citando o nosso famoso Bocage



Meu ser evaporei na luta insana

Do tropel de paixões que me arrastava:

Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava

Em mim quasi imortal a essência humana!





De que inúmeros sóis a mente ufana

Existência falaz me não dourava!

Mas eis sucumbe Natureza escrava

Ao mal, que a vida em sua origem dana.





Prazeres, sócios meus, e meus tiranos!

Esta alma, que sedenta em si não coube,

No abismo vos sumiu dos desenganos





Deus, ó Deus!... quando a morte a luz
me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,

Saiba morrer o que viver não soube

terça-feira, agosto 01, 2006

A tua voz na primavera




Manto de seda azul, o céu reflete
Quanta alegria na minha alma vai!
Tenho os meus lábios úmidos: tomai
A flor e o mel que a vida nos promete!

Sinfonia de luz meu corpo não repete
O ritmo e a cor dum mesmo beijo... olhai!
Iguala o sol que sempre às ondas cai,
Sem que a visão dos poentes se complete!

Meus pequeninos seios cor-de-rosa,
Se os roça ou prende a tua mão nervosa,
Têm a firmeza elástica dos gamos...

Para os teus beijos, sensual, flori!
E amendoeira em flor, só ofereço os ramos,
Só me exalto e sou linda para ti!

Florbela Espanca

quarta-feira, julho 26, 2006

O Baptismo do Zé Nuno!


O Baptizado do meu sobrinho!



Estavas tão lindo meu bébe! Lindo como os teus pais, lindo com o acto que te levaram a fazer, o sacramento do teu baptizado.
Cinco meses Zé Nuno mas és tão querido.
Parabéns para ti meu pequenino, meu amor!

quinta-feira, julho 20, 2006

O sofrimento da minha poetisa preferida!


A dor leva a pessoa ao suicídio

Florbela Espanca, batizada com o nome Flor Bela de Alma da Conceição, (Vila Viçosa, 8 de dezembro de 1894 ? Matosinhos, 8 de dezembro de 1930) foi uma poetisa portuguesa, precursora do movimento feminista em seu país, teve uma vida tumultuada, inquieta, transformando seus sofrimentos íntimos em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização e feminilidade.

Filha de Antónia da Conceição Lobo, empregada de João Maria Espanca, que não a reconheceu como filha. Porém com a morte de Antónia em 1908, João e sua mulher Maria Espanca criam a menina. O pai só reconheceria a paternidade muitos anos após a morte de Florbela.

Em 1903 Florbela Espanca escreveu a primeira poesia de que temos conhecimento, A Vida e a Morte. Casou-se no dia de seu aniversário em 1913, com Alberto Moutinho. Concluiu um curso de Letras em 1917, inscrevendo-se a seguir para cursar Direito, sendo a primeira mulher a frequentar este curso na Universidade de Lisboa.

Sofreu um aborto involuntário em 1919, ano em que publicaria o Livro de Mágoas. É nessa época que Florbela começa a apresentar sintomas mais sérios de desequilíbrio mental. Em 1921 separou-se de Alberto Moutinho, passando a encarar o preconceito social decorrente disso. No ano seguinte casou-se pela segunda vez, com António Guimarães.

O Livro de Sóror Saudade é publicado em 1923. Florbela sofreu novo aborto, e seu marido pediu o divórcio. Em 1925 casou-se pela terceira vez, com Mário Lage. A morte do irmão, Apeles (num acidente de avião), abala-a gravemente e inspira-a para a escrita de As Máscaras do Destino.

Tentou o suicídio por duas vezes em outubro e novembro de 1930, às vésperas da publicação de sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de dezembro de 1930. Charneca em Flor viria a ser publicado em janeiro de 1931.

Como eu a admiro!!!